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Encontro em 4out2018 – Local: Arandu

Encontro geral para avaliação das diversas atividades desenvolvidas no período e planejamento dos dois próximos encontros com convidados: Eduard Alves/ pesquisas com Cavalo Marinho (dia 18out) e Iramaraí e Camila/Mãe Coruja (dia 01nov)[o projeto mãe coruja está situado numa política de estado, através da qual foi contratada antropóloga com o objetivo de estudar a realidade social das mulheres atendidas pelo estado, visando aperfeiçoamento da política pública de acompanhamento de parto]. Apreciação do desenvolvimento/lançamento do sítio eletrônico do AVAEDOC e sítios associados, seus desdobramentos e conexões, inclusive com a página alimentada por Vitor no Facebook e com a página do cineclube Vertov alimentada por Caio e Rafaella. Mostras realizadas em ambientes externos.

Gente presente: João, Glauco, Caio, Vitor, Rafaella, Oswaldo

Encontro em 16ago2018 – Local: Arandu

Pauta de hoje:

1. Reflexões e experiências da estudante Janaina Santa Cruz, selecionada para a oficina de roteiros do projeto JABRES, realizada na cidade de Serra da Raiz, no interior da PARAÍBA (em 2016 tivemos outro estudante selecionado dentro do mesmo projeto, experiência que resultou na inserção de seu filme sobre os cinemas do Vale do Mamanguape, defendido junto ao TCC, no circuito das Mostras SESC de cinema na Paraíba);

2. Reflexões, experiências e propostas para pensar a reformulação de ementas/disciplinas dentro da atual proposta da atual Coordenação do Curso no sentido de reduzir de 6 para 4 as disciplinas que compõem a área de formação em antropologia visual.

Gente presente: João, Oswaldo, Glauco, Vitor, Janaina, Claudionor, Caio, Ana Margarida, Gabriela

Encontro em 2ago2018 – Local: Arandu

Revisão da agenda dos próximos encontros (16ago, 20set, 4out, 18out) e eventos (AVAL 3-7set) (Festival de Cinema do Vale 28-30set). Seminários convidados previstos (simultaneamente como mini-curso do projeto Cinema do Vale): Juliana Crelier (cinema s-8 na PB), Eduard Alves/ Glauco Machado/ Pesquisadora da dança (Cavalo Marinho), Tony Elibio, Fernando Trevas; pesquisas internas: Janaína, Raíssa, Claudionor.

Trabalho para o Canal Futura com dona Zefina (Rafaela, Caio, Muniz, Melba), reflexões sobre a pré-produção, primeiras filmagens e dimensões éticas (custeio, cachê para atores naturais, distribuição).

AVAEDOC no IUAES em jul2018, antropologia visual no Brasil e o lugar da experiência de Rio Tinto nesse cenário, reflexões sobre os painéis e trabalhos vistos/apresentados.

João, Vitor, Diego, Rafaella, Gabriela, Oswaldo, Claudionor, Glauco.

Encontro em 12jul2018 – Local: Arandu

Preparação e reflexões sobre participações do AVAEDOC no 18º Congresso da União Mundial de Ciências Antropológicas e Etnológicas (IUAES). 3 atividades contam diretamente com pesquisas desenvolvidas por aqui, são os painéis abertos 165 (sobre ensino de antropologia visual, com apresentações de Caio, João e Oswaldo), 192 (sobre antropologia visual e colonialismo, coordenado por João [e Gabriela Zamorano], com apresentação do Caio) e 022 (sobre antropologia do cinema, coordenado por Lara Amorim [e outros], com apresentação de Muniz). Luciana Ribeiro também vai apresentar trabalho e lançar livro publicado a partir de outro grupo de pesquisa, nossos parceiros do GUETU. Vitor vai trabalhar como monitor na área de tradução, Caio e Muniz também vão fazer monitoria no evento. Essa associação mundial presidiu o encontro de Chicago, em 1973, do qual surgiu a pioneira publicação Principles of Visual Anthropology (1975), com artigos de Margaret Mead, Jean Rouch, Jorge Prelorán, etc.. Nosso filme Memórias Retomadas foi incluído na programação especial sobre antropologia visual no Brasil. Para nós será um oportunidade muito especial e gratificante.

Organização da agenda dos próximos encontros: 2ago, 16ago, 13set, 27set, 4out, 18out, com previsão de convidados, a saber: Juliana Crelier (Cinema super-8 na PB), Eduard Alves (Cavalo Marinho), André Dib (história dos cinemas). Outros pesquisadores externos que esperamos receber: Fernando Trevas, Tony Elybio. E ainda nossos pesquisadores concluintes ou já concluídos: Janaína, Raíssa, Claudionor.

Apreciação do vídeo “Vinil verde” de Kleber Mendonça filho.

Gente presente nesse dia: João, Glauco, Felipe, Nathália, Rafaella, Oswaldo, Vitor, Caio

Encontro em 26abr2018 – Local: Arandu

Apreciação coletiva do filme MARTÍRIO (160 min.) de Vincent Carelli no âmbito do ciclo abril indígena, com atividades nacionais e locais relacionadas ao “dia do índio”. Martírio, com narração de Vincent Carelli (DVD doado pelo mesmo ao acervo do Arandu), narra a saga do povo Guarani em luta pelo direito de permanecerem nos seus territórios de ancestralidade. A religiosidade guarani, em contraposição ao universo das festas de rodeio e dos ritos políticos brasileiros (no congresso nacional), fornece a tônica desta narrativa de resistência de um povo indígena de cultura milenar.

[em construção]

Encontro em 12abr2018 – Local: Arandu

Pauta geral: produções audiovisuais das disciplinas, metodologias de ensino de antropologia visual e reflexões sobre conteúdos curriculares para atualização do projeto do curso de Bacharelado em Antropologia

Apreciação coletiva do vídeo produzido com estudantes da turma de João na disciplina de Antropologia Visual II (2017.1) ENSAIO DE MONTAGEM PARA ETNOGRAFIAS FÍLMICAS (45 min.). O trabalho desenvolvido para essa disciplina contou com o apoio do estudante de pós-graduação, Caio, em período de estágio docência. Com base principalmente nas referências dadas pelas estratégias metodológicas da antropologia fílmica (Claudine de France, Annie Comolli), pelas problematizações éticas e de autoria no campo do documentário (Március Freire) e pelos filmes de Jean Rouch (Crônica de um verão, Pirâmide humana, Jaguar), foram realizadas abordagens e pesquisas fílmicas analisadas em sala de aula coletivamente a cada semana. Por fim, o professor João reuniu as diferentes “crônicas” cotidianas produzidas pelos estudantes numa montagem final de avaliação da disciplina, com base num roteiro elaborado por ele na mesa de análise/edição a partir das discussões feitas anteriormente em classe. Dessa turma formou-se um grupo para dar continuidade ao trabalho de pós-produção e finalização do vídeo.

O roteiro elaborado, portanto, durante a montagem, propõe ainda componentes reflexivos que dizem respeito ao movimento social “Liberta Rio Tinto”, à presença indígena na cidade e à importância do ensino universitário nesta região do litoral norte da Paraíba, com utilização de cenas aéreas de arquivo, produzidas no projeto de extensão “UFPB 60 anos” sob coordenação do professor Oswaldo. O vídeo expressa, em seu conjunto, o contexto da cidade e da própria experiência de ensino no Laboratório de Antropologia Visual do campus IV, de onde emergem cenas cotidianas vivenciadas pelxs estudantes ao longo dos meses de outubro e novembro de 2017, seus desafios, preocupações e encontros, consigo mesmxs e com moradorxs e comerciantes da região. Apresenta cenários que vão desde a periferia, no limite das zonas rurais, passam pela paisagem marítima do litoral e retornam às dinâmicas de sociabilidade da vida urbana nas pequenas cidades da região.

No encontro desse dia estudantes diversos falaram, seja da experiência de participar do vídeo feito para a disciplina, seja da primeira impressão provocada pelo vídeo (em quem não cursou a disciplina) e da identificação que sentiram em face das personagens criadas. Críticas e sugestões de reedição/finalização também tiveram lugar. Contribuições válidas para a conclusão do vídeo, bem como para a avaliação geral da formação em antropologia visual, a qual vêm sendo oferecida no curso através de uma série de disciplinas concatenadas entre si (Introdução à etnodocumentação, Introdução à antropologia visual, Técnicas e estéticas do audiovisual I e II, Antropologia visual I e II), bem como para a reformulação e atualização das ementas e metodologias de ensino adotadas.

Gente presente: João, Muniz, Caio, Rafaella, Vitor, Glauco, Edileuza, Melba

Encontro em 22mar2018 – Local: Arandu

Seminário com pesquisador (doutorando da UFRN) convidado: Leandro Durazzo

Exercícios em cartografia social junto aos Tuxá de Rodelas/BA: do mapa técnico à memória riscada na areia

Apreciação e discussão coletivas a partir do mapa elaborado com os índios Tuxá no âmbito do projeto “Nova cartografia social dos povos tradicionais indígenas”, coordenado por Alfredo Wagner de Almeida. Apresentação da situação dos Tuxá de Rodelas, seus antecedentes históricos, criação do posto do SPI, inundação de áreas pela Barragem de Itaparica em 1988, relação com a CHESF e estado das reivindicações de territórialidade. Apresentação da pesquisa de doutoramento com os Tuxá, do projeto Tuxá de revitalização linguística nas escolas e dos seis meses de pesquisas de campo realizadas desde 2017, ao longo da retomada das terras relativas à ilha de Surubabel. Comparação entre a dimensão técnica dos mapas estudados pelo engenheiro Tuxá e as dimensões performáticas e imaginárias dos mapas e desenhos feitos na areia pelo Pajé Tuxá. Outros pontos: símbolos usados nos mapas da cartografia: o diabo, a destruição; antigos líderes; paisagens de memória mantidas após inundação (ilha da Viúva); conceito de imaginário na obra de G. Durand; regimes de imagem diurno e noturno (Durand/Bachelard); auto-demarcação e verba de manutenção temporária; fotografia guardada pelo Pajé Armando de sua estadia no Rio de Janeiro e seu uso na cartografia; uso de diferentes tipos de imagens nas cartografias sociais (fotos, desenhos, mapas, símbolos…); possibilidades de elicitação e pesquisa fílmica com o Pajé; relações possíveis entre as implicações da representação do diabo na cartografia e a teoria de Masimo Canevacci acerca da presença do diabo no esquema quaternário utilizado para análise de filmes do cinema mundial; relações com os Truka e outras etnias da região do ponto de vista da transmissão de ensinamentos voltados ao ritual do Toré.

Gente presente: João, Gabriela, Rafael, Muniz, Caio, Geraldo, Glauco, Oswaldo.