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III Mostra Arandu

O AVAEDOC – Grupo de Pesquisa em Antropologia Visual, Artes, Etnografias e Documentários, sediado na UFPB/Campus de Rio Tinto, convida para a  III Mostra Arandu de Filmes Etnográficos 2020 –  “Antropologia e Sociedade – Compartilhando Saberes”, entre os dias 24 de agosto a 16 de outubro, que acontecerá em formato totalmente online, devido à pandemia que ainda assola o nosso país.

Nosso evento chega a sua terceira edição – após  2016 e 2018 – reconhecendo a importância da Rede de Pesquisa em Antropologia Visual do CAV-ABA (Comitê de Antropologia Visual da Associação Brasileira de Antropologia) no desenvolvimento da própria antropologia brasileira. Na forma de um projeto de extensão, esperamos envolver não apenas a comunidade acadêmica, mas também o público mais amplo, local, regional e nacional.

Nesta edição desejamos ampliar as discussões teóricas e metodológicas sobre a imagem nas pesquisas das ciências sociais, promover uma reflexão sobre a trajetória do diálogo entre a pesquisa acadêmica e as demandas da sociedade, a partir de produções realizadas no âmbito de nossa rede nacional. Outro ponto a ser destacado é o alcance do filme etnográfico e seus diversos canais de exibição. Daremos ênfase, além disso, à questão do ensino de antropologia visual e filmes etnográficos produzidos em contextos de graduação.

Trabalharemos com curadoria compartilhada em rede, a qual nos dará a oportunidade de um ciclo de debates virtuais, voltados para a criação audiovisual de cunho etnográfico. Para tanto, vamos considerar quatro grandes linhas de discussão: ensino, pesquisa, produção e exibição do filme etnográfico; teremos esses tópicos abordados nos filmes etnográficos, debates, palestras, oficinas e minicursos, envolvendo pesquisadores e realizadores de todo país e criando a oportunidade de aproximação com a produção audiovisual dos cursos de Antropologia da Universidade Federal da Paraíba – Campus IV Rio Tinto.

Em breve serão divulgadas mais informações sobre a III Mostra.

Dia do Cientista Social

22 de julho, dia nacional do Cientista Social. Uma lembrança marcante da gente na Ilha de Edição. Lagoa de Praia – PB.

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Seminários de Pesquisa do AVAEDOC em 5dez2019 – PROGRAMAÇÃO

Exibição de Filmes de 2 a 4dez2019 (Seminários de Pesquisa AVAEDOC)

Mesa redonda em torno de Etienne Samain

João Pessoa/Rio Tinto-PB, 30 de Abril de 2019, dia de defesa da educação no Brasil

Com satisfação gostaríamos de compartilhar a notícia do lançamento do sítio eletrônico “Imagens e antropologia visual”, o qual reúne artigos publicados entre 1987-2001, escritos pelo Prof. Etienne Samain da Unicamp. O sítio está hospedado em nosso servidor institucional, com desenho simples, tem por objetivo servir ao nosso campo de estudos como um repositório de artigos científicos, alguns oriundos de publicações hoje fora de catálogo.

Com participação do Comitê de Antropologia Visual da ABA, Profas Lisabete Coradini (UFRN) e Aina Azevedo (UFPB), além de mim (João Mendonça) e da Profa Fabiana Bruno (Unicamp/videoconferência), fizemos uma mesa redonda em torno da obra de Etienne neste último dia 29, quando exibimos também um pequeno vídeo enviado por ele da Bélgica.

Nosso grupo de pesquisa AVAEDOC agradece especialmente a colaboração do CAV-ABA na organização desta mesa redonda e solicita a tds a divulgação e uso deste sítio eletrônico, na certeza de contribuirmos às reflexões, diálogos e realizações das imagens no campo da antropologia.

João Martinho de Mendonça e Oswaldo Giovannini Jr

Grupo de pesquisa AVAEDOC/UFPB/CNPq (Antropologia Visual, Artes, Etnografias e Documentários)

Laboratório de Antropologia Visual Arandu/UFPB/Campus IV

II MOSTRA ARANDU DE FILMES ETNOGRÁFICOS

Neste mês de setembro temos a satisfação de apresentar a II Mostra Arandu, clique AQUI para maiores informações.

Festival de Cinema do Vale

quarta-feira (25/07/2018) teremos a III Mostra, com o filme de Marcus Vilar – O senhor do castelo um filme de Marcus Vilar. 37829973_925768504298439_6155186544647864320_n.jpg

Iniciação à fotografia – Exposição coletiva

Acesse aqui a exposição coletiva de fotografia e veja os trabalhos de estudantes da disciplina de Iniciação á Fotografia oferecida no Campus IV da UFPB pelo curso de Bacharelado em Antropologia.

AVAEDOC/Arandu no 18th IUAES

AVAEDOC convidado para apresentar em Mostra Audiovisual exclusiva da próxima IUAES, que será realizado em Florianópolis (16-20 julho 2018). O comité da Mostra, decidiu realizar uma homenagem à produção audiovisual de antropólogos/as brasileiros/as e nessa mostra exclusiva estarão sendo representados todos os núcleos de antropologia visual das universidades brasileiras.

 

Seminário Imagem e Conhecimento

Seminário Imagem e conhecimento: perspectivas de pesquisa nos campos da antropologia e arqueologia

Com Aina Azevedo, Carlos Xavier Netto, Marcos Carvalho e Patrícia Pinheiro

Organização: João de Mendonça, Oswaldo Giovannini Jr. e Glauco Machado

QUANDO: dia 24 de abril (segunda-feira), às 9:30 às 16:30 (duração total 6h), inscrições no local

ONDE: Rio Tinto – Sala de exibição ARANDU (capacidade 30 lugares)

Como as imagens participam da produção de conhecimento nos campos da antropologia e arqueologia? Este Seminário procura fomentar a reflexão sobre os usos das imagens e suas conceituações em diferentes “sub-campos” e modalidades. Tem por objetivo perceber as complexidades e problemáticas levantadas pelo uso das imagens a partir de experiências de pesquisadores oriundos de formações diversas, de maneira a discutir possíveis articulações sejam elas teóricas, metodológicas, epistemológicas, estéticas, etc. Quer-se, dessa maneira, trazer elementos para estimular concepções mais abrangentes e qualificadas acerca do uso de imagens nas pesquisas desenvolvidas entre nós.

Iniciativa associada à linha de pesquisa “Imagem, artes e performances” do PPGA em parceria com o Laboratório de Antropologia Visual ARANDU e o grupo de pesquisa AVAEDOC/CNPq (Antropologia Visual, Artes, Etnografias e Documentários).

Aina Azevedo

Mestra e doutora em Antropologia Social pela Universidade de Brasília e pós-doutora pela University of Aberdeen, atualmente é professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba.  Em sua mais recente pesquisa dedicou-se ao estudo do desenho como metodologia e forma de exposição do conhecimento na antropologia, além de ter produzido um artigo em forma de ensaio gráfico.

Desenho e antropologia

Atualmente ocorre o que Ballard denomina de “virada gráfica”, quando diversos antropólogos passam a desenhar e expor seus desenhos em suas pesquisas. Essa novidade, entretanto, remonta a uma prática, a um só tempo, bastante comum nos primórdios da antropologia e pouco conhecido (ou reconhecida) pelos antropólogos do presente. Com esse pano de fundo, esta apresentação busca recuperar partes da história que relaciona desenho e antropologia, bem como os regimes de visualidade que a acompanham, culminando com uma apreciação do estado da arte dessa relação no presente. Além de localizar o desenho como metodologia e forma de exposição do conhecimento na antropologia, busco mostrar as nuances do “conhecer por meio do fazer” que o desenho nos traz.

Carlos Xavier Netto

Arqueólogo, mestre em Antropologia da Arte e doutor em Ciência da Informação pela UFRJ, bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq, docente do PPGA e do PPGCI (UFPB) e coordenador do Núcleo de Documentação e Informação Histórica Regional – NDIHR (UFPB). Desenvolve pesquisas com os seguintes temas: memória e patrimônio cultural material, teoria da representação, patrimônio arqueológico, arte rupestre, preservação e digitalização do patrimônio arqueológico, interseção patrimônio e informação.

Grafismos rupestres no Cariri Paraibano

Como conceber o estudo das imagens formadas pelos grafismos pré-históricos na Paraíba? As pesquisas arqueológicas que são realizadas no espaço do Cariri Paraibanos pelo NDIHR podem ser delimitadas por três pontos, que seguem: 1.  A questão da produção dos grafismos rupestres, suas técnicas, estilísticas e composições; 2.  Os espaços de ocorrência sobre a rocha, os ambientes de ocorrência e sua distribuição; 3.  As relações entre diferentes tipos de evidências, os grafismos rupestres, os materiais líticos e cerâmicos, e os restos diretos (sepultamentos) com os devidos acompanhamentos.

Marcos Carvalho

Cientista social, mestre em Saúde Coletiva pelo IMS/UERJ, doutor em Antropologia pelo Museu Nacional/UFRJ, e atualmente pós-doutorando pelo PPGA/UFPB. Áreas de atuação: ciência, tecnologia, corpo, saúde, redes sóciotécnicas e práticas de conhecimento.

Tecnologias de visualização corporal: sobre a produção, circulação e efeitos de imagens médico-científicas

A apresentação tem como principal objetivo abordar as técnicas de imageamento corporal de um ponto de vista histórico e sócio-antropológico. Desde a segunda metade do século XIX, com a popularização da fotografia e dos Raios X, proliferou-se pelo mundo uma série de imagens tecnocientíficas do corpo humano, em um movimento crescente que se radicalizou e expandiu com o desenvolvimento mais recente de outras tecnologias de visualização, tais como o ultrassom, a ressonância magnética, a tomografia computadorizada, entre outras. O advento da era digital e sua subsequente apropriação pelos saberes-fazeres biomédicos também fez com que tal processo ganhasse ainda novas facetas, multiplicando exponencialmente a (re)produção e circulação de tais imagens por meio de softwares e modelagens gráficas. Sendo assim, busca-se apresentar introdutoriamente o potencial da abordagem antropológica e etnográfica das tecnologias médicas de visualização – tendo em vista sua capacidade de deslocar e produzir novas concepções sobre corpo, pessoa, saúde e terapêutica.

Patrícia Pinheiro

Doutora em Ciências Sociais pelo CPDA/UFRRJ e mestre em Desenvolvimento Rural pelo PGDR/UFRGS. Realizou pós-doutorado no PPGAnt/UFPEL e atualmente é pós-doutoranda no PPGA/UFPB. Atua nos seguintes temas: processos identitários, políticas públicas, agroecologia, conflitos socioambientais, memória, etnicidade e relações interétnicas.

Pesquisa, ensino e extensão com o uso de imagens no extremo sul brasileiro

Com o propósito de refletir sobre o percurso suscitado pelas imagens no trabalho etnográfico, a apresentação percorrerá projetos realizados em áreas rurais da região de Pelotas, RS, em especial a pesquisa “Saberes e Sabores da Colônia” e o projeto de extensão “Histórias de Quilombo”. Nestes trabalhos está presente um rural em que proximidade e distância convivem entre os grupos que habitam a colônia, constituindo imbricadas relações interétnicas. Com o desafio de buscar de algum modo contemplar esta complexidade, sujeita a dinâmicas e transformações, recorreu-se às imagens como catalisadoras de um processo de construção contínua da pesquisa, com ênfase para a restituição dos registros imagéticos e seus desdobramentos. As reflexões sobre essas interações encontram relação com a perspectiva de Fabian (2006) de coetaneidade, na qual o autor argumenta em favor de uma reflexão sobre o compartilhamento do tempo para uma prática etnográfica entre sujeitos.